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Por marcos

Um tal de Alexey Protasov registrou-se como Deus no Twitter.
Na última edição da revista Mundo estranho saiu uma resposta à pergunta de uma leitora: quantas orações Deus recebe por minuto?
A revista tomou por base apenas, eu escrevi apenas, três religiões monoteístas, fora as centenas e milhares de outras que têm muitos e muitos fiés, que também oram para seus Deuses, e calcularam o seguinte:
- Judeus = 14 milhões de fiéis = 6,79 milhões de preces por dia
- Cristãos = 2,1 bilhões = 2,52 bilhões de preces
- Muçulmanos = 1,5 bilhão = 5,92 bilhões de preces
Incluindo alguns outros fiéis e arredondando os números, concluímos que Deus receberia 8,5 bilhões de mensagens por dia, ou 5,9 milhões por minuto. Você há de convir comigo que os religiosos têm de ter mesmo muita fé para crer que Deus os ouve e mantém um diálogo com todos os fiéis.
Agora, imagine o seguinte: o que seria se o Alexey Protasov, o Deus do Twitter, fosse mesmo Deus, e todos 3,6 bilhões de fiéis (apenas dessas três religiões) acreditassem que ele pudesse ouví-los e responder aos posts? Estaríamos falando de 17 bilhões de preces e respostas, no mínimo, por dia. Imaginou?
Imaginar um meio de comunicação nessas proporções é complexo para qualquer expert em tecnologia, e qualquer financista e administrador especialista em modelos de negócios.
Porém, se acreditamos que o planeta deverá estar 100% conectado um dia, devemos abstrair das dificuldades que é imaginar tais proporções e sonhar grande.
Enquanto isso, a realidade é bem diferente. Hoje o Twitter tem apenas alguns milhões de usuários e já fica baleiando, e para ter uma estrutura para atender aos bilhões de tuitadores, terá de ter outro modelo de negócios e outra infraestrutura tecnológica, e claro, Deus terá de ser convencido das mudanças e cobranças.
Uma coisa é certa: é impossível para um humano atender uma demanda como Deus no Twitter. Por isso, acredito que no futuro o Twitter terá uma acomodação natural e até um outro comportamento de uso, onde as pessoas encontrarão um melhor equilíbrio entre o número de seguidores e seguidos, se quiserem realmente manter um diálogo.
Enquanto esse deus humano brinca no twitter, nós aprendemos essa nova linguagem diariamente, e colocamos muita fé que ela seja uma facilitadora para que boas causas tragam mais felicidade ao nosso dia-a-dia.
Publicado por marcos em 17/11/09 as 05:11:26 am
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Comunicação 2.0, Diálogo, Relacionamento, iChimps, redes sociais | 1 Comment
Por marcos

Há poucos anos os arqueólogos encontraram hieróglifos egípcios datados com mais de oito mil anos. Neles, estão relatos sobre os quatro medos básicos que todos os Homens têm.
Segundo o documento, os quatro medos básicos são: – medo do abandono; – medo da perda; – medo de enfrentar; e, – medo de morrer. Deles todos os outros são derivados.
Por exemplo: do medo do abandono, derivam o medo da rejeição, o medo da solidão, etc. Do medo da perda, derivam o medo de posse e o medo de recomeçar, etc.
Mas você deve estar se perguntando: mas qual o motivo de uma agência de comunicação com engajamento como a iChimps fazer um post sobre medos relatados em hieróglifos de oito mil anos?
Pois é, os medos são inibidores e também motivadores, conscientes ou inconscientes, da forma como sentimos e, portanto, agimos.
O especialista em Marcas e comportamento do consumidor, Jaime Troiano, tem uma frase que gosto muito quando ele se refere aos cuidados que devemos ter com a interpretação de pesquisas: “o consumidor fala o que pensa e faz o que sente”.
Agora, releia os quatro medos básicos e pense no sucesso das ferramentas de comunicação instantâneas, de chats, de rede sociais, e mais recentemente do Twitter. Notou como elas atendem a necessidade de algum desses medos?
Olhe para os seus medos e no lugar de pensar que só tem um problema, verá que também tem uma oportunidade. Lembre-se que o medo pode ser universal, nem pensar que é uma exclusividade sua. Lembre-se que centenas, milhares, e talvez bilhões de pessoas poderão estar sentindo a mesma sensação que você. Se você encontrar uma forma de solucionar o seu próprio medo, talvez esteja encontrando uma solução para bilhões.
Então, quais serão as próximas ferramentas que a tecnologia desenvolverá para tentar minimizar ou mesmo eliminar medos milenares?
Quando fazemos planejamento de comunicação com engajamento temos de considerar o cuidado com os medos que poderão surgir no processo da comunicação. Pessoas com medo tendem a abandonar até mesmo as causas que mais desejam estar engajadas. Ignorar os medos é dar chances para o fracasso.
Portanto, na hora de planejar, olhe para as alegrias e também para os medos, e assim poderá maximizar as causas das marcas e evitar abandonos, perda, enfrentamentos e até a morte da ação.
Publicado por marcos em 08/11/09 as 10:11:14 pm
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Comunicação, Engajamento, iChimps, redes sociais | 1 Comment
Por marcos
Olá!
Esse fim de semana tive uma surpresa agradável: meu filho desplugado decidiu repensar sua vida virtual.
Que tipo de desplugado? Ele tem uma conta de e-mail pessoal que checa umas duas vezes por semana. Quando mando algo urgente, telefono e aviso que é para ele abrir e ler (ainda acho mais rápido fazer isso que o correio tradicional – risos).
Quanto a web, bem, o uso é praticamente para notícias, Google para a faculdade, mapas da cidade e às vezes vídeos divertidos.
Ele vive bem assim, tem tempo para fazer o que gosta, e não se incomoda quando lhe perguntam se ele já viu algo na web que todo mundo já viu. Ele encontra os amigos quando quer, usa o celular para falar o que é importante e urgente, enfim, é muito social e desplugado.
No almoço desse fim de semana ele disse que tem que entregar um trabalho sobre Redes sociais na faculdade, e como não sabia muito bem por onde começar, veio me perguntar, afinal ele me vê falando disso os últimos 15 anos e até dois livros já escrevi sobre o tema. Eu me divirto com ele e aprendo também. Somos diferentes nas formas de comunicação mas temos o mesmo valor e respeito pelo Ser humano.
Indiquei para ele as fontes por onde começar a pesquisa, esse blog por exemplo, e para minha surpresa fiquei sabendo que ele já tinha aberto até uma conta no Facebook. Ainda não sabia como usá-la, mas estava feliz por ter descoberto a facilidade da ferramenta.
O próximo passo dele será instalar o Skype, e abrir uma conta no Twitter. Já é um bom começo para quem não estava nem aí com o virtual.
Fiquei pensando no que ele ganhará e perderá com a nova vida de plugado, afinal ele tinha tempo para tudo o que queria na vida e talvez agora faltará algum, se descobrir que ficar plugado também exigirá tempo para respostas e diálogos e novas responsabilidades com a sua rede social.
Bom, vamos observar o aprendizado dele e quais as alegrias e dificuldades que enfrentará. Afinal, é melhor ele fazer isso agora do que depois, quando muitos dos colegas de sala estarão anos luz na frente dele.
Vou aprender com os insights do caminho e descobertas dele, e isso poderá servir para muitos jovens como ele que ainda não optaram pelo virtual, e optaram por viver uma vida de contato humano direto.
Compartilharemos as novidades com vocês.
p.s.- para aqueles que querem baixar o pdf do livro ‘Do Broadcast ao Socialcast’, segue o link abaixo:
http://issuu.com/marcosaranha/docs/do_broadcast_ao_socialcast
Publicado por marcos em 26/10/09 as 03:10:40 pm
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Facebook, iChimps, redes sociais | 4 Comments
Por marcos

Ligo o rádio e escuto alguém falando em mídias sociais e redes sociais. Ligo a TV, e pimba! Alguém falando nelas. As revistas de negócios, de comportamento, semanais, de publicidade, também trazem artigos e mais artigos. Os jornais publicam páginas e páginas sobre o tema. Nos eventos é assunto repetitivo. Os políticos então, não só falam, como fazem muitas besteiras no desespero de querer falar para conseguir votos.
Parece uma neurose coletiva: está todo mundo falando de mídias sociais e redes sociais.
Está todo mundo de olho em como faturar em cima das redes sociais. Que perigo para as empresas e marcas sérias!
Cuidado! Isso não é uma moda, veio para ficar. Portanto, evite tomar decisões afobadas, exija conhecimento estratégico de comunicação e de construção de marca daqueles que vierem lhe apresentar propostas.
A iChimps nasceu do desejo dos sócios de fazer um bom trabalho em comunicação e marcas, sério, responsável, ético.
Não queremos trabalhar para empresas predadoras, sem consciência das consequências do que prometem. Queremos trabalhar para empresas walk-the-talk, que querem aprender com o diálogo para cada serem ainda melhores.
Acreditamos que as mídias sociais e as redes sociais são compromissos sociais das marcas, e portanto devem fazer parte de uma estratégia geral e plano de ações.
Construímos nosso negócio cuidadosamente, passo-a-passo, com respeito às marcas e abertura para aprender através do diálogo com todos aqueles que coexistem nas redes sociais.
Hoje nos encontramos numa situação diferente de um ano atrás quando nós começamos e muitos falavam de divulgação em redes sociais e poucos falavam de diálogo.
Percebemos que hoje muitos prometem, alguns até se dizem experts em mídias sociais. Obama´s boys não faltam no mercado, vendem a importância do diálogo, mas no fundo apenas interagem ou conversam, sem aproveitar a riqueza de construir novos conhecimentos para as marcas e negócios através do diálogo.
Para nós, a presença de uma marca e negócio nas mídias sociais e redes sociais é uma estratégia de continuidade, não apenas de oportunidade.
Preste bem atenção no que vou escrever aqui: nos próximos três meses sua empresa será abordada por alguém que irá propor um trabalho nas mídias sociais e redes sociais, possivelmente a preços bem convidativos, para uma ação rápida e impactante, viral até.
Antes de dizer sim a qualquer proposta, nosso conselho para você é fazer-se uma simples pergunta: se eu não fizer nada do que estão me propondo, o que eu ganho?
Independentemente da resposta que vier na sua mente, sinta-se a vontade para nos consultar e ouvir nosso ponto de vista.
Publicado por marcos em 08/10/09 as 06:10:09 pm
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Agência, Comunicação 2.0, Diálogo, iChimps, redes sociais | 1 Comment
Por Daniel Sollero
Uma boa apresentação sobre redes sociais e o seu uso. Um dos pontos mais interessantes para mim é algo que eu também falo nas minhas apresentações de outra forma que é que estamos agora em um momento de mudança, ainda estamos aprendendo a lidar com esse novo meio e tal e que se pensarmos em uma timeline, estamos exatamente sob um daqueles traços que marcam as grandes revoluções.
A invenção do telefone e tal foi um marco mas você não tinha com quem falar. Ninguém tinha o aparelho ou entendia aquele novo protocolo de comunicação. Na apresentação acima, Anthony Mayfield ressalta isso com outras palavras:
It wasn’t the invention of the printing press per se that caused a revolution; it was when everybody learned to read.
Publicado por Daniel Sollero em 28/07/09 as 07:07:52 pm
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Comunicação, redes sociais | No Comments
Por Daniel Sollero

Uma comunidade gira em torno de uma necessidade. Se a sua marca supre essa necessidade, ótimo. Você terá uma comunidade inteira perto da sua marca.
Isso não é de agora. Acontece desde sempre. Feudos, cidades, países se formaram em torno de uma necessidade comum, seja econômica, de segurança ou de idioma.
Muitas vezes são comunidades criadas apenas pela necessidade do ser humano de se relacionar.
E isso é que as marcas precisam entender. Elas são a parte dispensável da equação. Se a Apple começasse a oferecer produtos que não funcionam direito você acha que a comunidade que existe ao redor da marca continuaria? As pessoas, provavelmente não seriam fãs de uma marca que não supre a sua necessidade.
Isso acontece também em outras comunidades. Pense em uma lista de discussão. O que acontece quando ela começa a não ser legal? Começa a esvaziar e as pessoas migram para outra que atenda a sua necessidade. O que não faltam são exemplos sobre isso.
Então lembre-se do mantra das mídias sociais. Vai que as marcas começam a entender:
Uma comunidade gira em torno de uma necessidade. Uma comunidade gira em torno de uma necessidade. Uma comunidade gira em torno de uma necessidade. Uma comunidade gira em torno de uma necessidade…
Se isso é verdade, talvez explique o porque de algumas campanhas não conseguirem cativar as pessoas. Elas se colocam como o centro da comunidade e não como parte dela.
Agora é contar para todo mundo sobre o mantra das redes sociais e explicar para os clientes algo que li em um post do Bud Cadell quando perguntam o que ele faz:

Publicado por Daniel Sollero em 29/05/09 as 06:05:26 pm
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Por Daniel Sollero
 Foto de randomduck
O mercado é difícil. É complicado convencer clientes de que é legal abrir a marca para um relacionamento com as pessoas que a consomem. Sempre esbarramos em algum índice Old School que acaba fazendo com que a ação acabe se tornando um frankenstein de broadcast e socialcast. Raras as vezes são as de diálogo real. É o eterno medo da perda de controle. E se falarem mal? Acontece com todo mundo e inclusive com a sua marca. Você tem uma opção ou vira de costas e finge que não sabe que estão falando de você ou entra na conversa e responde diretamente a essas pessoas. A Domino’s recentemente teve que falar com seu público no Twitter justamente para tentar evitar que o dano de um vídeo de funcionários sabotando os produtos que seriam servidos para as pessoas que iriam consumi-los fosse maior. Foi grande. Muito grande na verdade mas eles tiveram que se abrir para o diálogo da pior maneira. Numa crise. Mas se você já se relacionasse com seu público frequentemente, de forma aberta, seja por um blog, um fórum, Get Satisfaction ou Twitter, talvez os danos fossem menores. As pessoas já iriam procurar por você para saber a sua opinião.
E aí chegamos no ponto que eu queria chegar. Se temos que nos aproximar das pessoas que consomem nossas marcas e produtos, se elas já nos conhecem profundamente por que não falamos com elas direito? Digo, como pessoas e não como ovelhas. Sério. Estamos há 50 anos sendo tratados como ovelhas: “compre isso”, “compre aquilo”, e por aí vai. E o engraçado é que hoje eu vejo várias empresas trabalhando em redes sociais com essa mesma mentalidade. “Compre meu produto por que eu disse que é legal”
E aí vemos campanhas inteiras baseadas em Conteúdo Gerado pelo Consumidor (CGC) e que após acabar a verba daquele lançamento, as marcas viram as marcas para as pessoas que demonstraram interesse legítimo na sua marca. Porque parar quando está ficando bom?
Imagine continuar falando com esse público depois da campanha. E faça um paralelo rápido. Lembre de um amigo que você liga sempre para chamar para sair e ele nunca vai. Uma hora você para de chamar, certo? É exatamente como as empresas nos tratam e nós continuamos a seguí-las e obedecê-las. Faz algum sentido para você?
Então eu pergunto de novo. Por que parar quando está ficando bom? Você fez a campanha CGC, as pessoas participaram e você depois esquece delas e espera a próxima campanha. Será que os picos e vales da sua comunicação não seriam tão distantes se o diálogo continuasse? Eu acredito que não.
Publicado por Daniel Sollero em 06/05/09 as 05:05:55 pm
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Por marcos
Neste domingo pela manhã, me veio na memória uma pessoa que trabalhou comigo na Leo Burnett, e fazia mais de 10 anos que não tinha notícias, a Leticia.
Como estava online no Facebook, procurei pelo nome dela no buscador. Nada. Como não dispunha do e-mail, tive de me contentar em desistir.
Às 22 horas entrou uma mensagem do Facebook no meu e-mail informando que uma tal de Letícia com um sobrenome inglês queria me adicionar como amiga. Entrei na rede social e lá estava ela, a mesma pessoa, só que agora com sobrenome de casada. Coincidência? Poderia ser, mas na verdade ela chegou até mim, não por estar me procurando como eu estava, mas simplesmente porque viu minha foto entre os amigos de amigos da prima dela.
Ao aceitá-la no Facebook, notei que ela estava online. Iniciamos um chat no próprio Facebook e contamos as novidades da vida. Como acho chato o tempo de escrever e ler no chat, perguntei se ela tinha Skype, e então como tinha, nos desconectamos do FB. Depois de poucos cliques estávamos conversando via vídeo no Skype. Ela apresentou seus filhos, minha mulher veio conhecê-la, enfim, pudemos retomar uma boa conversa abandonada há muitos anos.
Papo vai papo vem, ela mencionou um produto de uma marca que os filhos usam que eu jamais conheci.
É aí que vejo o poder que os sites de redes sociais têm em conectar vidas, deixá-las dialogando, e estes formarão opinião e divulgarão idéias, produtos e marcas.
É gente escrevendo, lendo, vendo, ouvindo e falando com gente. Gente que fala de marcas com gente que compra marcas.
Enfim, se uma marca quer realmente participar de forma efetiva de redes sociais, ela deve dialogar, ela deve participar do Socialcast. A marca pode até usar blogs para divulgar, mas tem de ter claro que se usar um blogueiro terceirizado, que isto não é dialogar diretamente, é usar o “poder” de influência do blogueiro para tentar persuadir o seguidor.
Broadcast continuará existindo, Dialogar é possível. Socialcast é possível. Dialogue!

Publicado por marcos em 27/04/09 as 12:04:10 am
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Por marcos
Acredito que uma das coisas mais difíceis em comunicação é rejuvenescer uma marca tradicional, quando a mudança se limita apenas à forma, não na essência e causa.
O melhor exemplo disto é o esforço que a Globo tenta fazer com o programa Fantástico. Muda-se o logotipo, a vinheta de abertura, alguns apresentadores, etc. mas lá no fundo, o programa continua com a mesma essência, representada pela fantasmagórica voz do Cid Moreira.
Neste último fim de semana o Fantástico mostrou uma matéria sobre redes sociais. A idéia era boa, uma boa oportunidade para mostrar uma de mudança de essência e abertura de diálogo para agregar um novo público. Mas não, foi apenas uma intenção, uma matéria. O velho Fantástico vestiu apenas uma roupa jovem e continuou com a velha essência: falar, sem ouvir, nem dialogar. Meu pai que é mais offline do que radinho de estádio sem pilha, achou interessante e “fantástico” esta tal de rede social na internet.
Será que já não é hora da Globo arriscar, inovar e dar seus microfones para um jovem reporter, plugado, para mostrar sob o ponto de vista dele o que é este universo das redes sociais, usando a TV como tela do ”bate papo” online?
Mas advinha quem fez a matéria? Sim, ele, o velho bom moço, Zeca Camargo, num bar com uma moçada que twitava enquanto ele pensava que era um jovem igual aos demais, sem entender o que realmente estava acontecendo enquanto ele falava e falava. No fim da reportagem, o apresentador (não o dialogador) deu um link para as pessoas seguirem o Fantástico no Twitter.
Mas advinha o que está lá? Não preciso nem dizer, né? Sim, uma ausência de diálogo e pouca abertura para mudanças no programa.
Valeu Fantástico! Vocês deram um bom exemplo de como o broadcast tradicional ainda está longe de compreender o que são as premissas do novo socialcast. Um dia, a Globo saberá dialogar, pois terá em seus quadros uma nova geração de profissionais do jornalismo, que nascerão e crescerão nestas novas mídias, sem os interesses de controle da velha senhora atual.
Publicado por marcos em 20/04/09 as 04:04:59 pm
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Agência, Comunicação, Diálogo, Engagement Marketing, iChimps, redes sociais | 1 Comment
Por marcos

O diálogo é o mais velho e saudável hábito humano esquecido pela publicidade.
A iChimps está aqui para lembrar aos clientes que a publicidade precisa ir além da simples participação e interação nos meios.
É preciso resgatar o poder do diálogo para formar uma melhor plataforma de engajamento e relacionamentos com a marca.
Dialogar com a diversidade humana e gerar relacionamentos é o nosso desafio. Assim podemos colaborar com agências e clientes dispostos a sair do lugar comum da publicidade hermética que só fala, mas teima em não ouvir, ignorando o poder da cooperação, colaboração e cocriação de pessoas que consomem marcas.
Se você já sente que sua marca está preparada para aprender a dialogar, inicie um diálogo agora: ligue para nós ou envie um e-mail.
Publicado por marcos em 02/04/09 as 12:04:21 am
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Agência, Comunicação, Comunicação Integral, Diálogo, Engagement Marketing, Relacionamento, iChimps, redes sociais | No Comments
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