Quando eu era pequeno, eu adorava assistir ao seriado A feiticeira.
O marido da Samantha chamava-se James Stephen e era um publicitário.
Me lembro de uma frase dele que até hoje é uma máxima para mim:
“we must emphasize the obvious” (nós devemos enfatizar o óbvio).
Me lembro de algumas campanhas que o James criou para seus clientes que tinham commodities:
- para um ziper, ele apresentou o conceito “up & down”
- para uma sopa, “tchup & yummi”
- para um refrigerante, “ahhhh”
Segundo James, o benefício do produto deve ser enfatizado e parecer óbvio na comunicação. Um ziper bom, tem de subir e descer, uma sopa gostosa a gente deve fazer barulho ao tomá-la, um refri que refresca deve dar a sensação de satisfação.
Enfim, revivi o James aqui no blog por uma simples razão: quando buscamos uma causa para uma marca, devemos deixar de lado elocubrações criativas e ficar com o simples e óbvio. Ao ser óbvio, fica mais claro para as pessoas engajarem-se às marcas e passarem adiante aquilo que se identificaram.
Banco 30 horas. Sabe qual é? Um bom exemplo de algo óbvio: 24 horas pela web e 6 presencial.
Redeshop, Credicard, e tantos outros exemplos do bom uso do óbvio.
Faça um exercício simples: pense em três marcas que você gosta. Pensou?
Agora, pergunte-se qual é a causa de cada uma delas?
Você tem clareza delas? Se sim, nós e o publicitário James ficaremos felizes.
Se não, converse com um profissional que sabe a importância de ser óbvio para colaborar com o crescimento da sua marca.
Neste domingo pela manhã, me veio na memória uma pessoa que trabalhou comigo na Leo Burnett, e fazia mais de 10 anos que não tinha notícias, a Leticia.
Como estava online no Facebook, procurei pelo nome dela no buscador. Nada. Como não dispunha do e-mail, tive de me contentar em desistir.
Às 22 horas entrou uma mensagem do Facebook no meu e-mail informando que uma tal de Letícia com um sobrenome inglês queria me adicionar como amiga. Entrei na rede social e lá estava ela, a mesma pessoa, só que agora com sobrenome de casada. Coincidência? Poderia ser, mas na verdade ela chegou até mim, não por estar me procurando como eu estava, mas simplesmente porque viu minha foto entre os amigos de amigos da prima dela.
Ao aceitá-la no Facebook, notei que ela estava online. Iniciamos um chat no próprio Facebook e contamos as novidades da vida. Como acho chato o tempo de escrever e ler no chat, perguntei se ela tinha Skype, e então como tinha, nos desconectamos do FB. Depois de poucos cliques estávamos conversando via vídeo no Skype. Ela apresentou seus filhos, minha mulher veio conhecê-la, enfim, pudemos retomar uma boa conversa abandonada há muitos anos.
Papo vai papo vem, ela mencionou um produto de uma marca que os filhos usam que eu jamais conheci.
É aí que vejo o poder que os sites de redes sociais têm em conectar vidas, deixá-las dialogando, e estes formarão opinião e divulgarão idéias, produtos e marcas.
É gente escrevendo, lendo, vendo, ouvindo e falando com gente. Gente que fala de marcas com gente que compra marcas.
Enfim, se uma marca quer realmente participar de forma efetiva de redes sociais, ela deve dialogar, ela deve participar do Socialcast. A marca pode até usar blogs para divulgar, mas tem de ter claro que se usar um blogueiro terceirizado, que isto não é dialogar diretamente, é usar o “poder” de influência do blogueiro para tentar persuadir o seguidor.
Broadcast continuará existindo, Dialogar é possível. Socialcast é possível. Dialogue!
Acredito que uma das coisas mais difíceis em comunicação é rejuvenescer uma marca tradicional, quando a mudança se limita apenas à forma, não na essência e causa.
O melhor exemplo disto é o esforço que a Globo tenta fazer com o programa Fantástico. Muda-se o logotipo, a vinheta de abertura, alguns apresentadores, etc. mas lá no fundo, o programa continua com a mesma essência, representada pela fantasmagórica voz do Cid Moreira.
Neste último fim de semana o Fantástico mostrou uma matéria sobre redes sociais. A idéia era boa, uma boa oportunidade para mostrar uma de mudança de essência e abertura de diálogo para agregar um novo público. Mas não, foi apenas uma intenção, uma matéria. O velho Fantástico vestiu apenas uma roupa jovem e continuou com a velha essência: falar, sem ouvir, nem dialogar. Meu pai que é mais offline do que radinho de estádio sem pilha, achou interessante e “fantástico” esta tal de rede social na internet.
Será que já não é hora da Globo arriscar, inovar e dar seus microfones para um jovem reporter, plugado, para mostrar sob o ponto de vista dele o que é este universo das redes sociais, usando a TV como tela do ”bate papo” online?
Mas advinha quem fez a matéria? Sim, ele, o velho bom moço, Zeca Camargo, num bar com uma moçada que twitava enquanto ele pensava que era um jovem igual aos demais, sem entender o que realmente estava acontecendo enquanto ele falava e falava. No fim da reportagem, o apresentador (não o dialogador) deu um link para as pessoas seguirem o Fantástico no Twitter.
Mas advinha o que está lá? Não preciso nem dizer, né? Sim, uma ausência de diálogo e pouca abertura para mudanças no programa.
Valeu Fantástico! Vocês deram um bom exemplo de como o broadcast tradicional ainda está longe de compreender o que são as premissas do novo socialcast. Um dia, a Globo saberá dialogar, pois terá em seus quadros uma nova geração de profissionais do jornalismo, que nascerão e crescerão nestas novas mídias, sem os interesses de controle da velha senhora atual.
O diálogo é o mais velho e saudável hábito humano esquecido pela publicidade.
A iChimps está aqui para lembrar aos clientes que a publicidade precisa ir além da simples participação e interação nos meios.
É preciso resgatar o poder do diálogo para formar uma melhor plataforma de engajamento e relacionamentos com a marca.
Dialogar com a diversidade humana e gerar relacionamentos é o nosso desafio. Assim podemos colaborar com agências e clientes dispostos a sair do lugar comum da publicidade hermética que só fala, mas teima em não ouvir, ignorando o poder da cooperação, colaboração e cocriação de pessoas que consomem marcas.
Se você já sente que sua marca está preparada para aprender a dialogar, inicie um diálogo agora: ligue para nós ou envie um e-mail.
Tem coisa mais chata do que está imprensa que só fala de crise, com tantas coisas boas acontecendo diariamente no planeta?
Acho difícil, mas até o último dos otimistas deve tomar cuidado para evitar os pensamentos negativos com tanto bombardeio de más notícias. A imprensa parece time de futebol de criança, onde um vai, todos vão, sem estratégia, tática e visão dos objetivos.
Se a boa e velha mídia se perde nos factoides criados habilmente pelo governo, pelos problems externos, pela ausência de reflexão sobre a situação sistemica vivida pela Terra, as mídias sociais prosperam com boas notícias entre amigos e grupos de empatia.
Amigo que chega na rede pessimista é logo posto de lado, como em qualquer festa onde os chatos são evitados. Desta forma, fica evidente o sentido colaborativo das mídias sociais, onde a regra social básica é compartilhar as coisas boas, pois as ruins já fazem parte de uma realidade estática e permanente gerada pela mídia tradicional.
Quer queira ou possa, mais e mais pessoas encontram nas redes sociais um porto seguro entre amigos para descansar da ostensiva vigília de problemas e crises fora do logon.
Hey Chimp! Reduza a crise ao que ela realmente é: um problema de poucos e uma oportunidade de muitos.
A palavra que mais ouvimos quando vamos a clientes propondo o diálogo interno e externo à empresa através de blogs é: medo.
Sempre nos pedem exemplos daquilo que dá certo. A IBM venceu o medo dialogando com os participantes internos para criar, desenvolver e manter vivo o blog na intranet.
Veja o vídeo abaixo, e repense a questão dos medos, inseguranças e outros sentimentos negativos em relação à perda de controle sobre os diálogos. Lembre-se que há muito mais a ganhar com o diálogo, pois ele gera a oportunidade de novas possibilidades de engajamentos entre os públicos internos e externos, num ambiente colaborativo.
Como pode ter gente que ainda não acredita no poder das redes sociais?
No nosso dia-a-dia verificamos pessoal e profissionalmente a facilidade que estas ferramentas geram para conectar gente.
Quer um exemplo simples, mas que demonstra a eficiência?
Este ano meu aniversário teve um sabor diferente. Centenas de pessoas que conheci neste quase meio século de vida, que vivem nas diferentes partes deste planeta, mandaram mensagens de felicidades.
Com certeza, Facebook, Orkut, LinkedIn, Plaxo, Twitter, MSN, AIM, blog, SMS, e-mail, entre outros, facilitaram a divulgação da data e a chegada da mensagem.
Até quem estava desaparecido fazia tempos apareceu depois de ficar sabendo via rede. É a prova do poder das redes conectando gente.
E você, já teve surpresas agradaveis da rede? Conte-nos. Abraço, Marcos
Continuação…
Acabei de publicar o post acima e recebi uma carta de aniversário da NET. Ela é o exemplo da comunicação que acreditamos ser ineficiente e portanto cara, pois não levou em conta o diálogo, e desagradou a pessoa no papel de cliente.
Como diz o ditado: o inferno está cheio de gente bem intencionada. Nós complementaríamos: gente que não dialoga e pensa que aquilo que é bom para elas é bom para todos.
A carta:
Ótima apresentação, bom texto, tudo quase perfeito. O detalhe do presente:
Presente de grego. Eu sou vegetariano. Pena que eles não dialoguem. A NET tem um departamento de Relacionamento com clientes numeroso. O que será que eles entendem por relacionamento?
Diz a sabedoria popular que tem certas coisas que nem a razão explica. O amor é uma delas.
Porém, o desamor sempre tem boas razões, não é mesmo?
Pense numa marca que você não gosta. Pensou?
Agora, quais são as razões que você tem para lembrar dela assim? Independente de quais são, você só irá consumir esta marca se inexistir uma opção. Se houver outra igual ou melhor, você a abandonará rapidamente.
O marqueteiro atual, antenado, deveria conhecer o número de seus consumidores que estão em desamor com sua marca, ou desengajados dela.
Por que ele deveria fazer isto? A razão mais idiota, é conhecer as suas fraquezas, tal qual a concorrência já deve saber, e agir proativamente, promovendo ações de engajamento, transformando as razões negativas em emoções positivas.
Tomemos o exemplo da Telefonica que lidera seguidamente o ranking de reclamações e insatisfações do Procon. O que ela poderia fazer para virar o jogo? Muitas coisas, algumas até simples, como dialogar. Afinal o número absoluto de reclamações é ínfimo, comparado ao total de assinantes.
E por que ela nada faz? Desconhecemos a estratégia para fazer isto. Porém, ao tomar esta decisão, o que ela também está ignorando é o poder da virulência negativa destas pessoas que agem na surdina, nas redes sociais e blogs, influenciando outras pessoas com razões claras e objetivas, para começarem a mudar seus sentimentos.
Algum dia ela poderá dizer que não compreende os motivos de um abandono massivo de sua marca, mas isto será só uma esfarrapada desculpa de quem se recusou a ouvir, só quis falar, e deixou de dialogar.
Fica aqui a dica: o que andam falando da sua marca no mundo online? Como você está tratando estas pessoas? Ignorando? Ouvindo? Dialogando?
O diálogo pode ser um desafio para as marcas, mas é um bom caminho para aprender e valorizar quem tem algo para dizer. Quando focamos em diálogo, o tempo passa a ser um recurso necessário para transformar razões negativas em emoções positivas.
Dialogue, engajando sua marca à diversidade de opiniões das pessoas. Arrisque-se a ouvir!
É no mínimo curioso o despertar das grandes agências globais para esta necessidade, que nós, empreendedores locais, já vivemos intensamente no cotidiano.
Para nós, empreendedores, viver é sair constantemente da zona de conforto, correr riscos, inovar, agir por um ideal.
Acredito que as grandes agências terão de mudar sim, mas tirar elefantes acomodados em seus lugares é um trabalho que levará um bom tempo. Vejo muitas dificuldades para as grandes agências globais conseguir mudar a cultura e mentalidade de empregados assalariados (e que salários!), que vivem em função de ganhar dinheiro, e não na construção de idéias para fazer dinheiro.
Também acredito que a estratégia de crescer via aquisições é parte do passado, já que o dinheiro não abunda. Por outro lado, isto dá oportunidade para nascer uma nova etapa na vida delas: o trabalho colaborativo, cooperativo, de empreendedorismo colaborativo.
Resta saber se as vaidades e egos dos donos, chairmen e CEOs permitirão a mudança essencial no empreendedorismo colaborativo: a cocriação e o diálogo, que exigem humildade, e foco no que deve ser feito, para quem deve ser feito, e não em quem o faz.
Nós da iChimps estamos atentos às oportunidades do mercado, e nossa filosofia de trabalhar colaborativamente já está rendendo alguns frutos. A F/Nazca foi a primeira agência a sacar isto e já estamos trabalhando para ela, numa especialidade complementar. Esperamos que outras agências também deixem suas vaidades e discursos que podem tudo, e nos incluam na construção dos negócios e marcas de seus clientes.
É um momento de oportunidade. A crise é só o cenário para que todos tenham uma desculpa para mudar.
Yes We Can! Change!
Acertar é humano! iChimps é Comunicação Integral e Marketing de Engajamento
2009 é um ano incomparável. Com isto quero dizer que teremos de olhar para ele com uma visão sistêmica, única e incomparável.
Começamos o ano participando de prospects e concorrências com agências que já estão no mercado há tempos. Isto demonstra o espaço que existe para gente competente e com experiência em marca, comunicação interativa e conhecimento de diálogos e marketing de engajamento.
Nosso espaço físico de trabalho já ficou pequeno com os jobs que entram e teremos de nos mudar para outro endereço no próximo mês. Que bom problema para solucionar
2009, é um ano incomparável para a iChimps!
Abraço, Marcos Souza Aranha
Dicas:
1- se você cansou de ouvir que sua MARCA precisa de construir uma relação com seu público alvo, mas já sacou que ela precisa ir além, e criar e manter um RELACIONAMENTO com PESSOAS que consomem e/ou simpatizam com ela, É HORA DE CONTRATAR A iCHIMPS.
2 – se você também cansou de ouvir que sua MARCA precisa de uma comunicação integrada, mas já sacou que ela precisa ir além, e precisa de COMUNICAÇÃO INTEGRAL, É HORA DE CONTRATAR A iCHIMPS.
Nós da iChimps podemos colaborar na construção da sua MARCA INTEGRAL, criar e manter RELACIONAMENTOS com as PESSOAS que direta e indiretamente contribuem para sua reputação e carisma, através de uma consistente maneira de trabalhar o planejamento, criação e interatividade.
iChimps – Inteligência, Idéias e Interatividade, para engajar pessoas e marcas.