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Por marcos

Há poucos anos os arqueólogos encontraram hieróglifos egípcios datados com mais de oito mil anos. Neles, estão relatos sobre os quatro medos básicos que todos os Homens têm.
Segundo o documento, os quatro medos básicos são: – medo do abandono; – medo da perda; – medo de enfrentar; e, – medo de morrer. Deles todos os outros são derivados.
Por exemplo: do medo do abandono, derivam o medo da rejeição, o medo da solidão, etc. Do medo da perda, derivam o medo de posse e o medo de recomeçar, etc.
Mas você deve estar se perguntando: mas qual o motivo de uma agência de comunicação com engajamento como a iChimps fazer um post sobre medos relatados em hieróglifos de oito mil anos?
Pois é, os medos são inibidores e também motivadores, conscientes ou inconscientes, da forma como sentimos e, portanto, agimos.
O especialista em Marcas e comportamento do consumidor, Jaime Troiano, tem uma frase que gosto muito quando ele se refere aos cuidados que devemos ter com a interpretação de pesquisas: “o consumidor fala o que pensa e faz o que sente”.
Agora, releia os quatro medos básicos e pense no sucesso das ferramentas de comunicação instantâneas, de chats, de rede sociais, e mais recentemente do Twitter. Notou como elas atendem a necessidade de algum desses medos?
Olhe para os seus medos e no lugar de pensar que só tem um problema, verá que também tem uma oportunidade. Lembre-se que o medo pode ser universal, nem pensar que é uma exclusividade sua. Lembre-se que centenas, milhares, e talvez bilhões de pessoas poderão estar sentindo a mesma sensação que você. Se você encontrar uma forma de solucionar o seu próprio medo, talvez esteja encontrando uma solução para bilhões.
Então, quais serão as próximas ferramentas que a tecnologia desenvolverá para tentar minimizar ou mesmo eliminar medos milenares?
Quando fazemos planejamento de comunicação com engajamento temos de considerar o cuidado com os medos que poderão surgir no processo da comunicação. Pessoas com medo tendem a abandonar até mesmo as causas que mais desejam estar engajadas. Ignorar os medos é dar chances para o fracasso.
Portanto, na hora de planejar, olhe para as alegrias e também para os medos, e assim poderá maximizar as causas das marcas e evitar abandonos, perda, enfrentamentos e até a morte da ação.
Publicado por marcos em 08/11/09 as 10:11:14 pm
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Comunicação, Engajamento, iChimps, redes sociais | 1 Comment
Por marcos
Há uma década a imprensa falava da revolução da Internet, do conteúdo digital e da interatividade. Os publicitários viram que aquela poderia ser a melhor maneira de fidelizar os clientes e as marcas, e alguns até começaram a estudar a fundo o meio digital.
Agora, pare e pense no que está ocorrendo neste momento.
A imprensa fala muito de mídias e redes sociais na Internet. Os publicitários falam de diálogo e engajamento. E mais uma vez, alguns poucos estão realmente se dedicando a aprender a fundo a comunicação social em meios digitais e também como facilitar o relacionamento entre as marcas e os mais diversos públicos.
Houve alguma revolução? Não. Houve apenas uma evolução nas ferramentas de comunicação social, e claro, os usuários delas também evoluiu.
Mas, se os meios evoluíram bastante, a mentalidade de aprender através do diálogo nem tanto. É muito comum ver clientes e publicitários presos a velhos paradigmas da comunicação, avessos a ouvirem, cocriarem, e muito menos a aceitarem a colaboração das pessoas, consumidores ou não.
Fica aqui o desafio aos novos e velhos publicitários: que tal incluir todas as possibilidades de comunicações no planejamento visando gerar mais oportunidades para que as pessoas possam se engajar e participar das marcas?
Publicado por marcos em 23/09/09 as 12:09:12 am
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Agência, Cliente, Comunicação, Diálogo | No Comments
Por marcos
Quero deixar aqui meu agradecimento pelo convite que o Marcelo Coutinho me fez para a apresentação sobre as tendências da comunicação 2.0. No dia 17 de setembro, assisti e gravei em audio com meu celular a apresentação dele no auditório do Ibope em São Paulo.
A apresentação foi bem legal, ele apresentou dados, fatos e os cases do Batman, do Obama e Nike+.
Foi interessante notar que os presentes, que me pareceram na maioria profissionais de agências de comunicação corporativa, se surpreenderam, pois não conheciam os cases.
Fico claro que as marcas terão de conversar e dialogar na web com seus públicos, pois não há como controlar a comunicação em tantos meios e emissores.
Eu espero que para a próxima vez ele também apresente o case de Max Payne da iChimps, para não ficar apenas nas referências internacionais de sucesso.
A duração do encontro foi de aproximadamente uma hora incluindo as perguntas e respostas. Dividi em seis partes para que todos possam ouvir quando der uma oportunidade na agenda.
Parte 1
Comunicação Digital 2.0 1/6
Parte 2
Comunicação Digital2.0 2/6
Parte 3
Comunicação Digital2.0 3/6
Parte 4
Comunicação Digital2.0 4/6
Parte 5
Comunicação Digital2.0 5/6
Parte 6
Comunicação Digital2.0 6/6
Publicado por marcos em 18/09/09 as 11:09:59 pm
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Agência, Comunicação, Comunicação 2.0, Engagement Marketing, Social currency/Whuffie, iChimps | No Comments
Por marcos
Era uma vez numa empresa de um reino muito distante…
Take 1:
O Presidente da empresa fala com os olhos fixos para o reporter que o entrevista: “o nosso maior ativo são as nossas marcas. É minha responsabilidade cuidar desse ativo ”.
Take 2:
O Presidente está na reunião com os Conselheiros e fala: “para enfrentar a crise, vamos cortar gastos! Reduzimos os gastos em publicidade significativamente, em 20%, sem comprometer a necessidade de aumento das vendas, e renegociaremos com os fornecedores os prazos de pagamentos”.
Take 3:
O Presidente está na reunião com os Diretores da empresa e informa que o Conselho aprovou o corte de gastos com publicidade em 25%, que os novos objetivos de vendas subiram um pouco mais, em 30% para o ano fiscal, além de necessárias mudanças nos prazos de pagamentos para os fornecedores dilatando por mais 30 dias (lembremos que para as empresas, as agências são fornecedores).
Take 4:
Cada um dos Diretores e suas equipes de Gerentes, na reunião semanal, dizem que as agências deverão ser informadas que os prazos de pagamentos foram dilatados, as verbas reduzidas em 25%, e portanto a comunicação tem de ser mais impactante e criativa. Informa também que se as agências não estivessem satisfeitas, a empresa faria uma concorrência para buscar novas agências.
Take 5:
Os gerentes chamam as suas agências para uma reunião urgentíssima na hora do almoço e informam que as agências precisam mudar, estarem focadas nos novos resultados dos negócios, fazer a publicidade mais impactante e serem mais criativas. E terminam dizendo que se as agências não quisessem trabalhar assim, haveria uma concorrência no mercado.
Take 6:
As agências rapidamente criam campanhas inovadoras, impactantes e muito criativas. Marcam a reunião para apresentar, mas no dia D, os Gerentes e Diretores têm uma reunião urgente com o financeiro, e quem participa da reunião com as agências são os “assistant brand managers” e os trainees.
Após uma longa reunião, cheias de argumentações das agências para convencer os clientes presentes, elas têm de deixar o material para que eles mesmos apresentem aos seus Gerentes.
Take 7:
Os “assistant brand managers” e trainees apresentam as campanhas aos gerentes já com medo e sem nenhum compromisso com o entusiasmo e recomendações das agências. Os Gerentes dizem que têm dúvids se as ideias são boas e pedem que as agências pré-testem as campanhas antes de apresentarem à Diretoria.
Take 8 (um mês depois):
Os “assistant brand managers” ligam para as agências convidando para a apresentação dos resultados das pesquisas. Após a reunião elas são solicitadas a “fazer ajustes” (na verdade refazer 90% e tirar toda a ousadia e inovação das campanhas).
Take 9:
Depois de feitos os “ajustes” pelas agências, as campanhas são então apresentadas aos Diretores que as acham “chochas”, pouco impactantes e criativas. Os Gerentes, como se não tivessem nada com a aprovação anterior, concordam. As agências se retiram da apresentação e os Diretores resolvem fazer uma concorrência de agências, para ver se renovam a motivação das agências e encontram novos talentos que aceitem serem parceiros dos grandes desafios da empresa.
Take 10:
Os Diretores informam ao Presidente que a solução para o problema com as agências atuais será encontrar e contratar novas agências, e para isso farão um picth entre as agências mais “criativas” do mercado.
Take 11 (dois meses depois):
O Presidente informa ao Conselho que as ações necessárias para que os objetivos sejam alcançados já estavam sendo tomadas pelos Diretores.
p.s.- qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
Publicado por marcos em 15/09/09 as 10:09:59 pm
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Agência, Cliente, Comunicação, iChimps | No Comments
Por marcos
Dia 2 de Setembro minha mulher e eu fomos convidado para ir ao show do Blue Man no Credicard Hall.
Na entrada fomos convidados por um promotor de uma marca de celular para tirar uma foto e registrar o momento.
Estavamos atrasados mas atendemos o pedido dele.
Ele tentou uma vez, duas vezes, mas a câmera do celular não funcionou. Brincamos com ele e perguntamos se ele queria as nossas emprestadas. Ele ficou meio nervoso, mexeu aqui, mexeu ali, tentou mais três vezes e disse que tinha conseguido e a foto tinha ficado boa, mas não nos mostrou. Nos entregou um cartão com o link http://picasaweb.google.com.br/samsung.sharepix2009 no qual nós poderíamos ver nossa foto após o show e baixá-la para arquivar.
Tudo aparentemente simples, pelo menos seria com o meu celular.
Fui até o site indicado no cartão, e se você for lá também, verá que não há fotos do show do dia 2, o que me deixa a certeza de que todo o esforço que a marca fez para mostrar que ela pode fotografar facilmente e postar a imagem imediatamente na web foi por água abaixo.
Se eu não conhecesse o produto, ficaria a impressão que ele não é tão simples assim, já que o próprio promotor não conseguiu facilmente fotografar, nem postar.
Por isso sempre digo aos clientes que vivem querendo economizar na hora da execução: cuidado, pois uma boa ideia pode ser morta pela incompetência na execução.

Publicado por marcos em 07/09/09 as 10:09:27 pm
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Agência, Comunicação, Uncategorized | 1 Comment
Por Daniel Sollero
Imaginem a cena: você comprou um produto e quase um ano depois este produto dá um problema e você manda para assistência técnica que conserta o produto e avisa como você pode se prevenir que esse problema volte a acontecer. Um mês depois, mesmo com toda a prevenção e seguindo à risca a indicação da Assistência, o problema volta a ocorrer e você leva novamente o produto para o conserto.
No dia seguinte, a empresa que fabrica o produto te liga e te oferece uma super promoção. Você trocar o seu produto por um novo apenas 1 ano depois. Como assim? Será que eles viram que o produto está sendo consertado e me ofereceram outro para sanar o problema? Não. Eles simplesmente não tem informação sobre o status atual do seu carro. Só tem que você comprou. Se estivessem dialogando com as pessoas que consomem seus produtos, teriam essa informação e saberiam como se aproximar delas sem parecer um maluco.
Eu fico abismado como muitas marcas não têm as ferramentas (ou cultura) básicas para uma comunicação mais eficiente. O que passa na cabeça da pessoa que comprou esse produto quando um ano depois recebem uma proposta dessas? Simples. Esse produto não é para durar muito tempo. É descartável. Se um ano depois você já o levou duas vezes até a assistência técnica e, enquanto o produto está sendo consertado, te ligam oferecendo um novo, não há muita coisa diferente para se pensar, certo?
Tudo isso poderia ser evitado usando apenas a comunicação interna e mudança cultural de transparência (essá é mais difícil, eu entendo). Porque a pessoa que telefonou oferecendo a super promoção não tem acesso ao seu histórico com o produto? Porque isso não importa. O que importa é vender e rápido. Essas pessoas têm metas de vendas e não de relacionamento. Por que a linha de corte não é para quem tinha produtos mais antigos e não com um ano de uso? Teoricamente esse produto deveria durar beeeeeem mais que um ano.
E assim, com uma comunicação atrapalhada, todos os milhões gastos em campanhas milionárias vão para o espaço e a sua marca acaba sendo danificada.
Essa história é real. Aconteceu comigo. E a marca em questão não foi revelada porque, honestamente, isso acontece muito mais do que deveria e com diversas marcas. Não acho justo crucificar uma marca apenas. Prefiro crucificar a prática.
Publicado por Daniel Sollero em 02/09/09 as 06:09:38 pm
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Por Daniel Sollero
Deixar o feed completo ou não? Esse é o dilema do RSS e acontece com os principais blogueiros quando começam a ter muitas visitas e notam que ganham um troco com anúncios sejam eles links patrocinados, banners ou o que seja.
A fórmula(?) é mais ou menos essa:
- RSS incompleto = mais visitas, mais eyeballs para anuncios e geeks irritados
- RSS completo = menos visitas, menos eyeballs e geeks fieis
No RSS completo você ganha um street cred, uma credibilidade dos seus pares blogueiros e faz pensar que você é um cara que tem senso de comunidade e tal. Já no RSS incompleto, você pode começar a ser criticado pelos seus pares que gostariam de receber suas atualizações no conforto do seu RSS Reader e não ter que entrar no seu site e lidar com todos aqueles widgets que apenas você acha interessante.
O blogueiro que coloca o RSS incompleto geralmente, pensa nele como uma manchete para atrair para a leitura. Uma capa da revista, uma orelha de livro e por aí vai. Claro, mais gente frequentando o seu blog é mais fácil vender mídia para as agências de Mídias Sociais que tentam misturar critérios old school com os novos ao vender a importância dos blogs para seus clientes.
Mas o que isso tem a ver com engajamento? Muita coisa. Até agora muita gente só considera que o RSS incompleto é para gerar mais visitas no blog e mais grana por anúncios. Mas, numa conversa com o Anderson, notamos que a quantidade de comentários cai também. Blogs não são conversas? O discurso não é esse? Então porque limitamos as possibilidades das pessoas comentarem? É um questionamento válido. Como podemos potencializar os comentários? Leia Mais… »
Publicado por Daniel Sollero em 17/08/09 as 12:08:15 pm
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Por marcos
Publicado por marcos em 13/08/09 as 04:08:20 pm
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Por Daniel Sollero
Uma boa apresentação sobre redes sociais e o seu uso. Um dos pontos mais interessantes para mim é algo que eu também falo nas minhas apresentações de outra forma que é que estamos agora em um momento de mudança, ainda estamos aprendendo a lidar com esse novo meio e tal e que se pensarmos em uma timeline, estamos exatamente sob um daqueles traços que marcam as grandes revoluções.
A invenção do telefone e tal foi um marco mas você não tinha com quem falar. Ninguém tinha o aparelho ou entendia aquele novo protocolo de comunicação. Na apresentação acima, Anthony Mayfield ressalta isso com outras palavras:
It wasn’t the invention of the printing press per se that caused a revolution; it was when everybody learned to read.
Publicado por Daniel Sollero em 28/07/09 as 07:07:52 pm
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Por marcos
Ideais ou ideias? A resposta é ambas.
Mas atenção: ideais podem se tornar meras ideias se faltar planejamento e ação para realizá-los.
Toda marca tem um ideal, uma essência, uma causa, uma bandeira. Para algumas pessoas isso é óbvio, para outras algo intangível e distante. Para nós, o cotidiano.
Todo trabalho que fazemos para um cliente começa com o processo de aprofundamento na marca para que, a partir de seu ideal, seu núcleo, possamos criar ideias, planejar, produzir, e dialogar com pessoas.
Sim, eu disse pessoas. Acreditar que uma marca tem que falar apenas para consumidores é coisa do passado.
Tem muita gente que fala de certa marca, gera e forma opiniões, sem jamais tê-la consumido. Não é consumidor, mas uma pessoa que tem opinião sobre a marca.
Para nosso trabalho, dialogar com quem tem interesse pela marca, quem é contra ela, quem é indiferente e desinteressado, é também importante para aprender quais são seus ideais e o que percebem das marcas.
Buda dizia: “aprender é mudar”. Para nós, aprender é uma possibilidade para mudar crenças, as nossas principalmente, pois precisamos nos livrar de qualquer pré-conceito antes de poder pretender encontrar a causa de uma marca, seu ideal.
E você, se dá ao trabalho de seguir uma disciplina assim quando trabalha com os ideais de suas marcas?
Publicado por marcos em 12/07/09 as 11:07:26 pm
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