Mais do que envolvimento, engagement.

Engagement não é uma palavra nova. Engagement não é uma buzz word 2.0.

Envolvimento é conseguir que esses misteriosos consumidores participem das promoções que os publicitários e gerentes de produto inventam. Mas será que podemos dizer que engagement é isto também?
É só isto? Claro que não.

Engagement continua quando a campanha acaba, vai além do envolvimento estabelecido entre a marca e os participantes da ação. Se conseguimos que 20 mil pessoas participassem enviando vídeos para o nosso canal no YouTube podemos dizer que o “envolvimento” terminou ali. Mas por que quase ninguém tenta falar com as pessoas depois que a ação termina? Por que não?
Será que essas pessoas estavam apenas interessadas no prêmio? Parece que é o que dizem os mais antigos e com experiência de mercado, e continuam gastando, ano após ano, muito dinheiro para tentar caçar muitos dos mesmos participantes com novas ofertas.

Muita coisa mudou. As pessoas querem participar sim, mas querem se sentir fazendo parte de algo maior. De uma causa. Deu certo com o Obama, os mais modernos vão falar. Claro que deu. Mas vamos contextualizar. O governo Bush, a crise e o cansaço com republicanos ajudaram a montar o cenário para que o democrata pudesse falar que todos são iguais e que “Sim, nós podemos”. Os democratas, ou melhor, o Obama, criou canais de comunicação e diálogo, e fez da causa dele, a de muitos americanos.

O que as marcas precisam entender é que nesse novo cenário, as pessoas não participam apenas para ganhar um iPhone. Elas participam para ter credibilidade, reconhecimento e fazer parte desse nicho (ou desse universo).
É uma questão de confiança, de criar uma maneira mais humana de se relacionar. Eu falo, você escuta, e conseguimos nos expressar e nos respeitar mutuamente. Assim criamos um relacionamento e através dele temos algo que supera o significado corrente de engajamento. É trazer pessoas (ou consumidores em termos Old School) para perto da marca e mante-las ali. No engajamento, a causa da marca se transforma na causa, ou bandeira, das pessoas também.

Um relacionamento termina se não há diálogo. Isso serve tanto para a sua ex-namorada quanto para um amigo que estava sempre ao seu lado há alguns anos e que você não liga mais nem para saber como está. A relação continua lá mas o relacionamento não. É preciso dedicação. E dedicação gera fidelidade, abertura e as pessoas ficam mais a vontade de expôr seus sentimentos e opiniões.

Já pensou se a sua marca pudesse manter esse tipo de relacionamento com as pessoas? Já pensou se a sua marca pudesse manter esse tipo de engajamento com as pessoas? Pois ela pode.

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Publicado por Daniel Sollero em 28/12/08 as 01:12:40 am nas categorias: Diálogo, Engagement Marketing, Relacionamento, iChimps | No Comments

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